Assim como em junho, julho voltou a apresentar resultados mistos no varejo físico — mas com a direção invertida: o fluxo de visitação recuou tanto em lojas de rua quanto em lojas de shopping na comparação anual, enquanto o faturamento avançou nos dois canais.


O IPV mostra que a alta do ticket médio compensou a queda na circulação de consumidores: mesmo com menos gente nas lojas, rua e shopping conseguiram vender mais por visita — ainda que, no consolidado nacional, o faturamento tenha recuado 0,2%.


Fluxo: Lojas de shopping recuaram 2,0% na visitação vs. julho de 2025; lojas de rua recuaram 12,6% no mesmo período.


Faturamento: Alta de 1,3% nas lojas de rua; crescimento de 0,9% nas lojas de shopping. No consolidado nacional, retração de 0,2%.


Ticket Médio: Alta de aproximadamente 0,8% no consolidado nacional. Lojas de rua avançaram 1,5%, enquanto shoppings cresceram 2,5% — reforçando a diferença de comportamento entre os canais.


Destaques Setoriais: Outros artigos de uso pessoal e doméstico lideraram o faturamento com alta de 10,45%; móveis e eletrodomésticos avançaram 8,30%.


Regional: Sul registrou a maior alta de faturamento entre as regiões (+6,20%), mesmo com retração de 1,50% no fluxo. Centro-Oeste foi a única região a combinar crescimento de fluxo (+37,50%) e de faturamento (+1,12%). Nordeste teve o pior desempenho de faturamento (-5,04%), apesar do avanço de 7,60% no fluxo.


Contexto: Os dados dialogam com o PMC/IBGE: o varejo restrito nacional cresceu 2,9% e o ampliado avançou 4,9% no acumulado de 12 meses até junho, mas o Índice de Confiança do Consumidor (ICC-FGV) recuou para 88,3 pontos em julho — o menor nível desde março —, reforçando que o consumidor segue pressionado mesmo com o ticket médio em alta.


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