Setembro manteve o consumidor circulando: as lojas físicas receberam 4,2% mais visitas do que em setembro de 2025, com alta de 2,5% nas lojas de shopping e de 0,8% nas lojas de rua. Pelo sexto mês consecutivo, porém, visitação e faturamento caminharam em direções opostas.
Desta vez, o que pesou foi a conversão: o número de compras (cupons) caiu 3,5%, o maior recuo do ano, e o faturamento consolidado recuou 4,5%, enquanto o ticket médio ficou estável (0,0%). Em agosto, o consumidor gastou menos a cada compra; em setembro, uma parcela maior das visitas não terminou em compra.
Fluxo: Lojas físicas cresceram 4,2% na visitação vs. setembro de 2025, com alta de 2,5% nas lojas de shopping e de 0,8% nas lojas de rua. Nos shopping centers, o fluxo do empreendimento caiu 3,9%.
Faturamento: Queda de 1,6% nas lojas de shopping e de 6,3% nas lojas de rua. No consolidado nacional, retração de 4,5%, com o número de compras 3,5% menor.
Ticket Médio: Estável (0,0%) no consolidado nacional. Lojas de rua recuaram 1,1% e lojas de shopping, 0,9%. O valor de cada compra se manteve: a retração do faturamento veio de menos transações, e não de compras menores.
Destaques Setoriais: Móveis e eletrodomésticos lideraram o faturamento com alta de 10,2%, puxada por um número de compras 18,0% maior; outros artigos de uso pessoal e doméstico avançaram 5,8%. No campo negativo, hipermercados e supermercados recuaram 4,0%, tecidos, vestuário e calçados, 1,6%, e farmacêuticos, 1,1%.
Regional: Norte (+1,4%) e Nordeste (+0,9%) foram as únicas regiões com alta de faturamento, o Norte mesmo com queda de 33,8% no fluxo. Centro-Oeste (+15,7%) e Nordeste (+15,4%) lideraram a visitação. O Sudeste teve a maior retração de faturamento (-6,5%), apesar do fluxo 5,0% maior, e o Sul recuou nos dois indicadores (-3,6% no fluxo e -2,2% no faturamento).
Contexto: O resultado dialoga com o cenário macroeconômico: o desemprego em 5,3%, o menor para o período desde 2012, sustenta a ida às lojas, mas a inflação de 4,58% em 12 meses, a Selic em 13,75% e o endividamento de 81,7% das famílias, segundo a CNC, limitam as compras. O ICVA, da Cielo, aponta na mesma direção, com queda real de 3,9% nas vendas do varejo em setembro.
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